Acusado de matar Vitória Gabrielly vai à júri popular em São Roque
*Atualizada às 12h43
Começou por volta das 9h desta segunda-feira (21) o julgamento de Júlio Cesar Lima Ergesse, de 24 anos, acusado de participar do assassinato da menina Vitória Gabrielly. Júlio chegou ao Fórum de São Roque cinco minutos antes. Ele foi levado por um carro do Sistema de Administração Penitenciária (SAP) sob escolta policial.
Do lado de fora do fórum, diversas pessoas acompanham a audiência. Há uma intensa movimentação de policiais militares, parte do forte esquema de segurança montado para a realização do júri popular.
As oitivas das quatro testemunhas de acusação terminaram cerca de duas horas após o início do júri. Uma delas chegou a dizer que o crime, que terminou com a morte da adolescente, se tratou de uma “queima de arquivo”, já que a menina teria sido morta por engano.
Em seguida serão ouvidas nove testemunhas de defesa, totalizando 13 depoimentos. O juiz que preside o júri é Flávio Roberto de Carvalho.
Além de Júlio, também são acusados do assassinato da garota de 12 anos Bruno Marcel de Oliveira, de 33 anos, e Mayara Borges de Abrantes, 24 anos. Os réus responderão por sequestro, homicídio qualificado por motivo torpe, fútil, meio cruel, recurso que impediu a defesa da vítima e ocultação de cadáver.
Os outros dois envolvidos no crime, Bruno e Mayara, haviam solicitado à defesa um recurso para tentar impedir que passassem por júri popular. O Tribunal de Justiça disse ainda que, como o processo corre sob segredo de Justiça, não poderia fornecer mais informações sobre o caso.
Em 26 de fevereiro deste ano, o trio foi convocado para a terceira audiência do caso no fórum de São Roque. Entretanto, Bruno e Júlio não compareceram, quando foi marcada uma nova data para serem ouvidos, em 15 de abril. A audiência durou meia hora e somente a ré Mayara Borges de Abrantes esteve presente, tendo sido interrogada.
Relembre o caso
Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, foi morta em 8 de junho de 2018, em Araçariguama, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). O corpo da menina, que até estava desaparecida, foi encontrado somente oito dias depois, em 16 de junho. Vitória estava em uma área de mata do município.
O caso ganhou notoriedade pelo fato de se tratar de uma adolescente que, ao ser confundida com a irmã de um rapaz com dívidas de drogas, foi sequestrada pelos três acusados que a agrediram por horas. Após perceberem que o caso havia tomado grandes proporções, eles a assassinaram.
No dia 22 de maio deste ano, a Polícia Civil prendeu o quarto suspeito de envolvimento na morte da estudante. Odilan Alves, de 35 anos, é apontado como comandante do tráfico na região e teria mandado sequestrar a irmã de um usuário de drogas que devia R$ 7 mil ao traficante. (Com informações de Aline Albuquerque)
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