'A única certeza que tenho é que as Forças Armadas não quiseram um golpe', diz Múcio após revelação de Cid
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Tenente-coronel Mauro Cid relatou à PF que Jair Bolsonaro levou à cúpula das Forças Armadas um plano golpista apresentado por seu assessor Filipe Martins
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247 - O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, tomou conhecimento na manhã desta quinta-feira (21) das notícias de que a delação prestada pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) Mauro Cid à Polícia Federal inclui relatos de uma suposta reunião entre o ex-mandatário e membros do alto comando militar. Durante essa reunião, teria sido discutida uma minuta de natureza golpista apresentada a Bolsonaro por seu assessor Filipe Martins. Mauro Cid entrega Bolsonaro e diz que ele consultou militares sobre golpeA informação se espalhou rapidamente entre os integrantes das três forças armadas. Procurado por Daniela Lima, do g1, Múcio afirmou que não possuía informações concretas a respeito do assunto, expressou sua preocupação com vazamentos de informações não verificadas e declarou: "tudo o que sei, sei pela imprensa. Não recebemos nenhuma informação oficial do Supremo ou outro órgão. A única certeza que tenho é a de que as Forças Armadas não quiseram um golpe. Graças a isso estamos aqui". Ex-comandante da Marinha apoiou plano golpista de Filipe Martins e Bolsonaro, conta CidDesde que assumiu a pasta da Defesa, o ministro tem enfrentado uma crise, agravada pelos eventos de 8 de janeiro e pelas revelações sobre a participação de militares em atividades suspeitas relacionadas ao governo Bolsonaro. A prisão de Mauro Cid intensificou ainda mais essa situação, uma vez que no celular do tenente-coronel foram descobertos diversos registros, que variam desde a venda irregular de presentes destinados ao Estado brasileiro até pedidos por um golpe de Estado, incluindo uma minuta golpista e pareceres de supostos juristas. Proposta de ditadura foi levada a Bolsonaro por Filipe Martins e previa prisão de adversários políticos, segundo Mauro Cid
