Repasses a bruxaria, associação esportiva e farmácia de parente colocam servidora de Goiânia sob investigação
Uma operação da Polícia Civil de Goiás (PC-GO) cumpre três mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão domiciliar nesta terça-feira, 5. A Operação Ritual do Desvio investiga o repasse ilegal de R$ 425 mil de verba pública feitos por uma servidora da Prefeitura de Goiânia, agora investigada pela polícia. Apenas este ano, ela realizou 14 pagamentos fraudulentos.
Os pagamentos foram feitos diretamente aos beneficiários, segundo a polícia, partindo da conta da prefeitura. Receberam os valores uma mulher que presta serviços de bruxaria, uma associação desportiva e uma farmácia registrada no nome da cunhada da investigada. A servidora também teria realizado pagamentos de faturas de cartões de crédito em que ela era a titular, informou a polícia.
Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bela Vista de Goiás e ainda na região metropolitana de Maceió, em Alagoas. Além disso, a Justiça determinou medidas cautelares como o bloqueio de valores nas contas dos investigados e a suspensão do exercício das funções públicas desta servidora.
Os pagamentos foram viabilizados com a inserção de dados falsos no sistema contábil, irregularidades que foram inicialmente identificadas pela Controladoria Geral do Município. A ação foi realizada por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), via Grupo de Repressão a Roubos (Garra), com apoio da Polícia Civil de Alagoas.
O cargo que a servidora exercia e o nome dela ainda não foram divulgados. Por isso, o Jornal Opção não conseguiu localizar a defesa dela até a última atualização desta matéria.
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