Neste início de ano, a Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) divulgou a forma de comercializar alimentos in natura nas centrais, orientando agricultores sobre como participar do centro comercial, que apenas no primeiro semestre de 2025 somou cerca de 25 mil toneladas de hortigranjeiros comercializados, de acordo com balanço divulgado pela administração. A Ceasa/MS concentra a comercialização de alimentos in natura e funciona como principal canal de escoamento da produção agrícola, especialmente para pequenos produtores. Segundo a central, o acesso ao mercado exige planejamento e atendimento a critérios técnicos e administrativos, desde a produção até a venda ao consumidor final. Para comercializar na Ceasa/MS, a orientação inicial é que o agricultor procure a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), responsável por prestar assistência técnica e avaliar se o produtor se enquadra nos critérios da agricultura familiar. A agência está presente nos 79 municípios do Estado e também atua no processo de credenciamento necessário para a venda no Ceccaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), espaço localizado dentro do entreposto. Após o credenciamento junto à Agraer, o produtor pode se cadastrar na administração da Ceasa/MS e passar a vender a produção nos espaços conhecidos como “pedras”, conforme a disponibilidade e o fluxo de mercadorias. Para isso, é necessário emitir romaneios, documento que substitui a nota fiscal no Ceccaf. De acordo com o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa/MS, Fernando Begena, o romaneio é o único custo direto para o agricultor que opta pela venda no centro de comercialização. “Cada romaneio custa R$ 5 e corresponde a uma carga de produtos trazidos pelo agricultor. A entrada e a venda no Ceccaf só são autorizadas mediante a apresentação desse documento”, afirmou. Além do Ceccaf, os produtores também podem negociar diretamente com empresas instaladas na Ceasa/MS. Nesse caso, é exigida a apresentação do romaneio ou da nota fiscal. Segundo Begena, a medida tem como objetivo garantir a procedência das mercadorias que circulam no entreposto. O Centro de Comercialização da Agricultura Familiar mantém atendimento por meio dos telefones (67) 3321-1044 e 3321-1048. A administração da Ceasa/MS afirma que o modelo busca ampliar a participação dos produtores locais e dar maior organização à comercialização de alimentos no Estado.