Leitor do Campo Grande News encaminhou à reportagem imagens feitas por celular que mostram um grupo de motociclistas provocando barulho excessivo na Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande, após as 22h. O flagrante foi registrado no fim de semana nas proximidades da Praça do Rádio Clube. Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas. Segundo o leitor, identificado apenas como César, a situação é recorrente, especialmente nos fins de semana, quando a via se transforma em ponto de encontro para os chamados “rolezinhos”. “Depois das 22h é um absurdo. Parece uma cidade sem lei: motos empinando, cortando giro e carros com som em volume altíssimo”, relata. O morador afirma ainda que uma das gravações foi feita em frente à base da Guarda Civil Metropolitana, sem qualquer intervenção dos agentes. “Não há fiscalização nem da Polícia Militar nem da Guarda Civil. O poder público precisa retomar o controle e reeducar por meio de fiscalização, multas e penalização dos infratores. Estamos falando de direito civil, de leis do Código de Trânsito e de direitos fundamentais dos cidadãos”, afirma. Os “rolezinhos” frequentemente resultam em diversas infrações de trânsito e contravenções penais, como a perturbação do sossego público e crimes ambientais, em razão do uso de escapamentos adulterados. A perturbação do sossego alheio, caracterizada por gritaria, algazarra, som alto ou ruídos excessivos, pode resultar em multa ou prisão simples, conforme prevê a legislação. A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana para obter informações sobre a fiscalização na região e aguarda posicionamento. Não é de hoje que moradores reclamam dos chamados “rolês” de motociclistas e do som alto na Avenida Afonso Pena e em outros bairros, inclusive na periferia. O problema é recorrente e já foi noticiado diversas vezes. Em dezembro de 2024, o tema chegou à Câmara Municipal, após ter sido retirado de pauta, com a apresentação de um projeto que propõe o endurecimento das regras da Lei do Silêncio. À época, a discussão foi encaminhada à Agetran (Agência Municipal de Trânsito), com a sugestão de incluir entre os infratores motociclistas que participam dos chamados “randandandan”. Até o momento, porém, não há informações atualizadas sobre o andamento do processo. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .