Добавить новость
103news.com
World News
Февраль
2026
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
26
27
28

Que se faça o sacrifício e cresçam logo as crianças

0
O casamento, em sua essência mais nobre, deveria ser o encontro de duas maturidades, duas consciências capazes de consentir, escolher, decidir e assumir as consequências da própria decisão. Casamento é pacto, é responsabilidade, é reciprocidade. Não pode, jamais, ser imposição, desigualdade ou violência travestida de tradição. Por isso, a simples ideia de um homem adulto se casar com uma menina de 12 anos não é apenas moralmente perturbadora — é juridicamente inaceitável e eticamente indefensável. Uma menina de 12 anos é, por definição, uma criança. Está em fase de desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Está descobrindo o mundo, aprendendo a formar opinião, entendendo o próprio corpo, construindo identidade. Não possui maturidade psíquica para compreender as implicações de um casamento, muito menos para consentir livremente com algo que altera radicalmente o rumo da própria vida. Consentimento pressupõe igualdade de poder, compreensão plena e autonomia real. Nenhuma dessas condições existe nessa situação. No ordenamento jurídico brasileiro, a proteção à criança e ao adolescente é prioridade absoluta. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que crianças e adolescentes devem ser protegidos de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Além disso, a legislação civil brasileira estabelece idade mínima para o casamento, e a prática de relações com menores de 14 anos é tipificada como crime, independentemente de consentimento, por se tratar de vulnerável. Não se trata de opinião, tradição cultural ou crença pessoal. Trata-se de proteção de direitos fundamentais. Quando o debate chega aos tribunais, os desembargadores e magistrados que julgam esse tipo de mérito não estão ali para validar costumes ou pressões sociais, mas para aplicar a Constituição e as leis que colocam a dignidade humana como pilar central. A responsabilidade deles é enorme: decisões judiciais criam precedentes, orientam interpretações e moldam o entendimento social sobre o que é aceitável. Quando autoridades relativizam a proteção da infância, a mensagem que se envia é perigosa. É a normalização da desigualdade de poder. É a romantização de uma violência estrutural que historicamente atingiu meninas — quase sempre meninas — sob o argumento de que “sempre foi assim”. Mas o fato de algo ter acontecido no passado não o torna legítimo no presente. Casamento pressupõe escolha. Escolha pressupõe liberdade. Liberdade pressupõe maturidade. Retire qualquer um desses elementos e o que resta não é união, é abuso. O papel do Judiciário é justamente proteger quem não pode se proteger sozinho. Quando um caso dessa natureza chega às instâncias superiores, espera-se que os desembargadores se apoiem não apenas na letra fria da lei, mas no espírito dela: a proteção integral da criança. Julgar o mérito de uma situação envolvendo uma menor de 12 anos não é discutir costumes; é afirmar ou negar a prioridade absoluta da infância como valor jurídico e social. A sociedade evolui quando compreende que tradição não pode ser desculpa para violação de direitos. E evolui ainda mais quando instituições funcionam como barreiras contra retrocessos. Criança não é esposa. Criança não é parceira. Criança não tem “vocação” para casamento. Criança tem direito à escola, ao brincar, à proteção, ao desenvolvimento pleno. Qualquer interpretação que tente flexibilizar isso não está defendendo liberdade — está enfraquecendo garantias básicas conquistadas a duras penas. Num país que ainda enfrenta índices alarmantes de violência contra mulheres e meninas, permitir brechas legais ou interpretações complacentes é abrir portas para mais vulnerabilidade. O debate do momento não deveria sequer existir como dúvida jurídica. A dignidade de uma criança não pode ser matéria opinativa. Porque quando a lei falha em proteger quem é mais frágil, ela deixa de cumprir sua função essencial. E quando adultos decidem sobre o destino de uma menina como se ela fosse capaz de assumir compromissos que nem entende, não estamos falando de casamento — estamos falando de uma ruptura grave com o próprio conceito de justiça (*) Cristiane Lang, psicóloga especialista em oncologia.






Губернаторы России





Губернаторы России

103news.net – это самые свежие новости из регионов и со всего мира в прямом эфире 24 часа в сутки 7 дней в неделю на всех языках мира без цензуры и предвзятости редактора. Не новости делают нас, а мы – делаем новости. Наши новости опубликованы живыми людьми в формате онлайн. Вы всегда можете добавить свои новости сиюминутно – здесь и прочитать их тут же и – сейчас в России, в Украине и в мире по темам в режиме 24/7 ежесекундно. А теперь ещё - регионы, Крым, Москва и Россия.

Moscow.media


103news.comмеждународная интерактивная информационная сеть (ежеминутные новости с ежедневным интелектуальным архивом). Только у нас — все главные новости дня без политической цензуры. "103 Новости" — абсолютно все точки зрения, трезвая аналитика, цивилизованные споры и обсуждения без взаимных обвинений и оскорблений. Помните, что не у всех точка зрения совпадает с Вашей. Уважайте мнение других, даже если Вы отстаиваете свой взгляд и свою позицию.

Мы не навязываем Вам своё видение, мы даём Вам объективный срез событий дня без цензуры и без купюр. Новости, какие они есть — онлайн (с поминутным архивом по всем городам и регионам России, Украины, Белоруссии и Абхазии).

103news.com — живые новости в прямом эфире!

В любую минуту Вы можете добавить свою новость мгновенно — здесь.

Музыкальные новости




Спорт в России и мире



Новости Крыма на Sevpoisk.ru




Частные объявления в Вашем городе, в Вашем регионе и в России