O dólar comercial caiu 0,26% nesta terça-feira (24), fechando em R$ 5,15, menor patamar desde maio de 2024. A mínima do dia foi de R$ 5,14. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,40%, aos 191.490 pontos, novo recorde histórico. A queda da moeda ocorreu em meio à entrada em vigor de tarifas adicionais de 10% dos Estados Unidos sobre produtos que não tenham isenção, conforme aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump (Republicanos) na sexta (20). Alguns produtos brasileiros estão isentos, mas aço e alumínio continuam com 50% de alíquota, somando-se aos 10% recentes. Investidores também acompanharam discursos de dirigentes do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), atentos a sinais sobre juros americanos. A expectativa do mercado é de manutenção das taxas em março. Juros mais altos nos EUA tendem a valorizar o dólar e pressionar a inflação local, o que pode influenciar o Banco Central a ajustar a taxa básica de juros da economia. No Brasil, o Parlamento do Mercosul aprovou o acordo de livre comércio com a União Europeia, que ainda será votado pelo Plenário da Câmara. O tratado prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O balanço de pagamentos registrou déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro, menor que os US$ 9,8 bilhões do mesmo mês em 2025. O superávit na balança comercial de bens cresceu US$ 2,1 bilhões, e o déficit em serviços caiu US$ 581 milhões. No acumulado de 12 meses, o déficit recuou para US$ 67,6 bilhões, equivalente a 2,92% do PIB (Produto Interno Bruto).