Recheada de costela com queijo e feita com massa 100% de mandioca, a coxinha do saladeiro Lucas Kaique Braga Fleitas Schuster, de 32 anos, tem dado o que falar na Rua Ana Luiza de Souza, coração do bairro Pioneiros. O recheio premium foi o empurrão que ele precisava para conseguir vender 150 salgados por dia no negócio que começou há um mês já tem gente fazendo fila, segundo ele. A ideia era trazer o recheio "gourmet" para o bairro. Por ali, o empreendedor toca a salgadaria ao lado da esposa, Carla Gélio Braga Schuster, de 23 anos. Apesar de o comércio ser novo no bairro, a experiência da família no ramo vem de longa data. Segundo Lucas, a história começou bem antes da loja própria. “Faz 12 anos que trabalhamos com isso. A gente sempre foi da fábrica de salgado na capital. Minha mãe trabalha até hoje lá. A gente produz e entrega para outros comércios.” Abrir um ponto próprio era um passo natural, mas que demorou para sair do papel. A aposta foi trazer algo que chamasse atenção logo de cara. A coxinha feita com massa de mandioca e recheio de costela com queijo, rapidamente virou o produto mais procurado. Outra opção premium para o bairro é a coxinha de carne seca com requeijão. Lucas explica que produtos parecidos até existem na cidade, mas normalmente são vendidos em regiões mais centrais e com preços mais altos. “Tem outros lugares que têm essa coxinha de costela, mas geralmente fica no centro e em um valor mais agregado. Aqui a gente vende por R$ 10.” O nome do salgado também nasceu de forma espontânea. “A coxinha do elefante veio porque ela é grande e o animal também é. É imponente, inteligente. Eu sempre gostei do animal e quando consegui associar, ficou bom.” Sem investimento em publicidade, a divulgação do negócio aconteceu de forma quase orgânica. Quem prova acaba indicando para outras pessoas. “A nossa maior propaganda é o boca a boca. O pessoal vem, experimenta, gosta e vai passando.” O resultado apareceu rápido. Nos fins de semana, o movimento tem surpreendido até os próprios donos. “Aqui no fim de semana fica uma loucura”, resume Lucas. Durante o feriado de Carnaval, por exemplo, a procura pegou o casal de surpresa. “Foi muito bom. Deu até uma assustada. Foi loucura e chegou a formar fila", comenta Carla. Lucas e Carla se revezam no balcão enquanto organizam a produção dos salgados. Carla, inclusive, concilia o negócio com outra profissão. Ela acabou de se formar em arquitetura e continua atuando na área enquanto ajuda na empresa da família. O crescimento rápido também obrigou o casal a ampliar a equipe. “A gente já contratou a primeira pessoa para ajudar”, conta Lucas. Apesar de a coxinha de costela com queijo ser a estrela do cardápio, o local oferece outras opções de salgados, como risoles de presunto e queijo, risoles de carne e queijo, quibe, enroladinho de salsicha, hambúrguer com cheddar, esfirra de carne, croissant de presunto e queijo e trouxinha de frango. Também há as coxinhas tradicionais de carne, frango com catupiry e carne seca com catupiry. Os preços variam entre R$ 3 e R$ 10. Mesmo com pouco tempo de funcionamento, os números já indicam crescimento. Atualmente são vendidos cerca de 70 salgados por dia durante a semana. Nos fins de semana, o movimento chega a 150 unidades. A meta é ainda maior. “Para manter o negócio, a gente precisa chegar a 250 por dia”, afirma Lucas. O endereço da loja também não foi escolhido por acaso. O casal mora no bairro Pioneiros e acredita que a região tinha espaço para esse tipo de comércio. “Eu sempre gostei dessa avenida, acho boa e movimentada. O bairro precisava.” Para ele, a proposta é simples. Um salgado diferente, com qualidade e preço acessível. “Tem gente com dinheiro em todos os lugares da cidade. Tem público para tudo. A ideia é oferecer comida boa e acessível.” A Coxinha do Elefante fica na Rua Ana Luiza de Souza, 741, próxima à Colônia Paraguaia, no bairro Pioneiros. O atendimento é diário, das 6h às 19h30.