Alta do diesel pode pressionar preço dos alimentos em Goiás, alerta presidente do Sindiposto
O aumento no preço do diesel anunciado pela Petrobras pode ter reflexos diretos no bolso do consumidor, especialmente no valor dos alimentos. A avaliação é do presidente do Sindiposto Goiás, Márcio Andrade, que destaca o impacto do combustível em toda a cadeia de produção e transporte no país.
A Petrobras informou que, a partir deste sábado, 14, o preço do diesel vendido às distribuidoras terá aumento médio de R$ 0,38 por litro. Segundo Andrade, mesmo com as medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir impostos sobre o combustível, o reajuste praticamente anula o efeito da redução.
“O governo federal anunciou ontem uma redução de cerca de R$ 0,32 no imposto do diesel e existe ainda outra medida que pode chegar ao mesmo valor, somando até R$ 0,64. Mas com o aumento anunciado agora pela Petrobras, essa primeira redução já acaba sendo anulada”, afirmou Márcio em entrevista ao Jornal Opção.
De acordo com o presidente do Sindiposto, o diesel tem impacto muito maior na economia do que outros combustíveis, justamente por ser essencial para o transporte de mercadorias no Brasil.
“O diesel impacta diretamente toda a economia. O Brasil depende praticamente do transporte rodoviário para tudo. Quando o preço do diesel aumenta, isso acaba refletindo no custo de transporte e, consequentemente, no preço final dos produtos”, explicou.
Ele destaca que o setor de alimentos está entre os mais sensíveis às variações no preço do combustível. Isso ocorre porque o diesel é utilizado tanto no transporte quanto na produção agrícola.
“Não é só o transporte que é afetado. A produção também sofre impacto, principalmente no agronegócio, que é muito forte no país. O aumento do diesel eleva os custos de produção e isso, inevitavelmente, acaba sendo repassado para o preço dos alimentos”, disse.
Segundo Márcio, o repasse dos reajustes costuma acontecer rapidamente no mercado. Quando a Petrobras anuncia um aumento, as distribuidoras passam a vender com o novo valor imediatamente.
“A partir do momento que a Petrobras anuncia, já passa a valer nas vendas às distribuidoras. Se o posto compra combustível com o preço novo, ele também precisa repassar. Por isso, muitas vezes o aumento chega rápido ao consumidor”, explicou.
Para o presidente do Sindiposto Goiás, o cenário reforça a preocupação com possíveis pressões inflacionárias nas próximas semanas, principalmente em produtos que dependem fortemente do transporte rodoviário.
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