Os idosos sorteados para locação de 40 apartamentos na Vila da Melhor Idade, condomínio no Centro de Campo Grande que terá apenas inquilinos idosos, querem apressar a mudança e estão cobrando a liberação da Emha (Agência Municipal de Habitação). A pasta está gerenciando o processo. O sorteio foi realizado em agosto do ano passado, quando a parte final das obras dos prédios estava pendente. Em outubro, a Emha divulgou uma lista de desclassificados e suplentes para a futura vizinhança. A lista já está fechada. Porém, passados mais de seis meses desde o sorteio, os imóveis seguem vazios. À reportagem, o diretor-presidente da Agência, Claudio Marques Costa Júnior, explicou que faltam apenas intervenções em um transformador de energia elétrica. "A Vila dos Idosos não foi entregue ainda porque a gente tinha um problema no transformador, que está em fase final de resolução. A obra está pronta para que a gente possa ocupar", afirmou. Cláudio confirmou que as famílias procuraram a pasta e pediram explicações. "Fomos questionados pelas famílias, é importante explicar. A Emha está cuidando da parte da seleção de moradores e de andamento de todo o processo. A obra ficou a cargo de empresa contratada pela Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos)", completa. Falta pagamento - Em nota, a concessionária Energisa esclareceu que o serviço necessário é a extensão da rede elétrica e ainda não foi iniciado porque a Prefeitura da Capital precisa pagar por ele. "A obra para o local trata-se de uma extensão de rede. O projeto foi elaborado e o orçamento apresentado ao cliente, que neste caso é a Gestão Pública Municipal. A concessionária aguarda o retorno por parte do solicitante para dar sequência as atividades para execução da obra", pontuou. O Campo Grande News aguarda resposta da Sisep sobre essa demanda e também perguntou se resta algum outro ponto da obra que não foi concluído. Inédito - A Vila dos Idosos é o primeiro condomínio no Brasil construído pelo Poder Público e voltado exclusivamente para locatários que tenham 60 anos de idade ou mais. A construção foi iniciada em 2012 e contou com cerca de R$ 8,8 milhões financiados por empréstimo do Município com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O modelo que será adotado consiste nos contemplados terem o direito de morar no local por meio do aluguel social: pagarão uma taxa mensal, que inclui o valor do aluguel e das despesas de condomínio ainda não divulgados pela prefeitura, mas que serão inferiores à média do mercado imobiliário no Centro. O condomínio fica em frente ao Horto Florestal, no cruzamento entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa e Avenida Fábio Zahran. A localização é privilegiada: próximo à Rua 14 de Julho, perto de supermercado e do Mercadão Municipal, e bem ao lado do Teatro Prosa do Sesc (Serviço Social do Comércio). A proposta prevê reduzir o déficit habitacional na Capital e estimular o consumo na região central, que enfrenta esvaziamento e crise imobiliária.