“Maioria mesmo eu acho que vamos conseguir na eleição deste ano”, comenta vereador sobre o aumento da bancada do PL no Senado
O avanço da direita no Congresso Nacional tem sido tema recorrente nas análises políticas e, em Goiânia, o vereador Óseias Varão (PL) reforça essa leitura ao comentar, ao Jornal Opção, o crescimento da bancada do Partido Liberal no Senado. Para ele, apesar de o PL iniciar 2026 como a maior sigla da Casa, “a verdadeira maioria só virá com as eleições deste ano”.
O PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, inicia 2026 com a maior bancada do Senado, após trocas partidárias que resultaram em 15 das 81 cadeiras, superando as 14 do PSD. A posse de Eudócia Caldas (PL) em fevereiro e a saída da senadora Daniella Ribeirodo PSD, que migrou para o PP, foram decisivas para a mudança.
Óseias Varão destacou que o avanço da sigla reflete a consolidação da direita no Brasil. Ele lembrou que até cerca de dez anos atrás o movimento era praticamente inexistente, mas ganhou força após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e se consolidou com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
“A direita começou a ocupar um espaço muito relevante e determinante na política nacional, junto ao eleitorado brasileiro. Isso vem se consolidando eleição após eleição”, explicou.
Segundo o vereador, mesmo com a derrota de Bolsonaro em 2022, o PL se tornou o maior partido da Câmara e obteve representação significativa no Senado. Para ele, o governo Lula contribui para esse crescimento.
“Hoje a gente tem um governo Lula que, na nossa visão, está afundando o país, destruindo o país, levando o país rumo a um regime autoritário e economicamente muito desestruturado. Isso vai contribuir para o eleitorado entender cada vez mais à direita, e o mundo político acaba reagindo a isso”, apontou.
Óseias Varão avaliou que parlamentares que migram para partidos de direita refletem a percepção de que o eleitorado está majoritariamente nesse espectro. “Quando você vê parlamentares mudando de partido em direção à direita, é porque ele está percebendo que o eleitorado está majoritariamente à direita. Então isso incentiva políticos a também se posicionarem à direita”, afirmou.
O vereador acredita que o crescimento da bancada está dentro desse contexto e projeta novas vitórias da direita em 2026. “Eu penso inclusive que na eleição deste ano agora, nós vamos experimentar ainda um crescimento, um crescimento ainda maior da direita na Câmara dos Deputados, no Senado, por tudo que tem acontecido no país”, disse.
Sobre a capacidade de o PL impor pautas no Congresso, Varão foi enfático ao destacar o papel da oposição. “O PL hoje tem uma força significativa no Congresso Nacional, tem conseguido barrar pautas esquerdistas. Então constantemente você vê a Câmara dos Deputados barrando pautas esquerdistas do governo Lula. O papel mais importante da Oposição é evitar a aprovação de projetos muito ruins”, afirmou
Ele citou como exemplo a tentativa do governo de aprovar regras de controle das redes sociais. “O que era projeto prioritário do governo Lula, por exemplo, ao aprovar a censura das redes sociais, eles tiveram muita dificuldade com isso. A bancada conseguiu interromper essa escalada autoritária do governo nas redes sociais”, disse.
Varão ressaltou que conduzir a pauta do Congresso só será possível se a direita assumir a presidência da República. “Conduzir a pauta do Congresso é algo que nós vamos fazer se nós assumirmos a presidência da República e conseguirmos esse grau de convergência. Mas por enquanto não dá para a gente pretender fazer um processo de condução da pauta não”, apontou.
O vereador também comentou o fortalecimento de partidos de centro-direita, como PP e União Brasil, avaliando o movimento como natural dentro da diversidade política. “Não dá para a gente pretender, por exemplo, ter só partidos da direita. A política é muito diversa, então é natural que partidos de centro-direita também se fortaleçam no processo”, disse.
Apesar do crescimento, Varão reforçou que a direita ainda não alcançou maioria no Congresso. “Nós não temos maioria, né? Nem com essas alterações recentes a direita não tem maioria no Congresso, nem no Senado e nem na Câmara. Nós estamos num processo de crescimento, mas maioria mesmo eu acho que vamos conseguir na eleição deste ano”, disse.
Ele destacou que, caso a direita repita em 2026 o desempenho proporcional obtido em 2022, poderá alcançar maioria no Senado. “Olha só, se nós elegermos a mesma quantidade proporcionalmente falando, a mesma quantidade de senadores que nós elegemos em 2022, aí sim nós teremos maioria no Senado. Mas por enquanto não”, finalizou.
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