Mato Grosso do Sul registrou 18.591 ações judiciais na área da saúde entre janeiro e o fim de outubro de 2025. Do total, 13.816 processos foram movidos contra o SUS (Sistema Único de Saúde) e 4.775 contra planos de saúde, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) obtidos e divulgados pelo jornal O Globo. Com isso, as ações contra planos de saúde representam cerca de 25,7% de toda a judicialização da saúde no Estado, enquanto os processos contra o SUS concentram aproximadamente 74,3%. O cenário sul-mato-grossense é diferente do observado no país como um todo. De acordo com o levantamento nacional citado pelo O Globo, 47% de toda a judicialização da saúde no Brasil corresponde a ações de consumidores contra planos de saúde, percentual quase o dobro do registrado em Mato Grosso do Sul. Em números absolutos, o Brasil contabilizou 283.531 ações judiciais contra operadoras de planos de saúde nos dez primeiros meses de 2025, volume 7% maior do que o registrado no mesmo período de 2024. Já os processos contra o SUS, no mesmo intervalo, somaram 593.007 ações em todo o país. O levantamento também aponta que, em alguns estados, as ações judiciais contra operadoras de saúde já superam os processos contra o SUS. Esse é o caso de São Paulo, com 82.753 ações contra operadoras; Rio de Janeiro, com 27.988 e Bahia, com 46.370 processos, onde a judicialização envolvendo planos privados se tornou predominante.