O dólar comercial fechou em alta de 0,06% nesta quinta-feira (8), cotado a R$ 5,38, enquanto o Ibovespa avançou 0,59% e atingiu 162.937 pontos. Os investidores reagiram a dados econômicos do Brasil e dos Estados Unidos, além de fatos políticos no cenário internacional. No Brasil, a produção industrial ficou estável em novembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado contrariou a expectativa de crescimento de 0,2% após alta de 0,1% em outubro. Na comparação anual, a indústria recuou 1,2%, queda mais intensa que a projeção do mercado. A entidade apontou retração em 15 dos 25 ramos industriais pesquisados. As indústrias extrativas puxaram o resultado negativo, com queda de 2,6%, influenciada pela menor produção de petróleo, gás natural e minério de ferro. Também houve recuo nos setores de veículos, produtos químicos, alimentos e bebidas. Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 208 mil na semana encerrada em 3 de janeiro. O número representou aumento de 8 mil solicitações em relação à semana anterior, segundo o Departamento do Trabalho. A previsão de analistas era de 210 mil pedidos. Os dados reforçaram a leitura de desaceleração gradual do mercado de trabalho americano. Esse cenário sustenta a avaliação de que o Fed (Federal Reserve) mantém espaço para seguir com cortes de juros. A expectativa influenciou o comportamento do dólar frente a outras moedas. No cenário internacional, o mercado acompanhou novos desdobramentos na relação entre Estados Unidos e Venezuela. O presidente Donald Trump (Republicano) afirmou que o governo americano seguirá administrando o país e explorando suas reservas de petróleo. A declaração ocorreu dias após uma ação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Trump disse que o governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, atende aos interesses americanos no momento. Desde dezembro, o país acumula milhões de barris de petróleo sem exportação por causa de bloqueio imposto pelos EUA. Parte do mercado avalia que a retomada dessas vendas pode ampliar a oferta global da commodity. Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a França votará contra o acordo entre União Europeia e Mercosul. A posição será apresentada na reunião de embaixadores do bloco marcada para esta sexta-feira. O anúncio elevou a cautela entre investidores.