Condenado pelo assassinato de Valério Luiz, Marcus Vinícius é preso pela 2ª vez em Caldas da Rainha, Portugal
Condenado pelo assassinato do radialista Valério Luiz, o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier foi preso na cidade de Caldas da Rainha, em Portugal. A prisão foi feita pela Polícia Judiciária, através da Unidade de Informação Criminal, que localizou o homem de 41 anos. Valério Luiz Filho, disse ao Jornal Opção que entrará com um pedido na Justiça para que Xavier seja extraditado para o cumprimento da pena no Brasil.
É a segunda vez que Marcus é preso na mesma cidade. Em março de 2014, a polícia conseguiu localizar o paradeiro dele e realizou a captura. À época, ele foi encontrado devido à postagens em redes sociais que mostravam que ele estava vivendo com familiares na região.
Sobre os próximos passos, Valério Luiz Filho explicou que o pedido de extradição é automático, mas que a família pretende atuar para reforçar o processo. “O pedido pode ser feito pelo próprio Judiciário brasileiro ou pelo Ministério Público. Mesmo assim, nós vamos entrar com um pedido formal, só para garantir”, disse.
Segundo ele, a solicitação será encaminhada diretamente ao juiz responsável pelo caso. “Não é um pedido ao Itamaraty. É um pedido judicial, para que o juiz oficie as autoridades diplomáticas e dê andamento à extradição, para que ele venha cumprir a pena no Brasil”, explicou.
A defesa do açougueiro, o advogado Rogério Rodrigues de Paula, disse ao Jornal Opção que ele estava regular no país e que a prisão foi confirmada pela esposa. Segundo o advogado, Marcus passou pela audiência na corte e deve ser extraditado para o Brasil no prazo entre 30 e 60 dias.
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Marcus trabalhava na construção civil
Segundo informações de um jornal português, Marcus Vinícius estava com a situação regular no país e trabalhava na construção civil. Ele vai ser levado ao Tribunal da Relação de Coimbra para a aplicação das medidas cautelares.
Marcus Vinícius Pereira Xavier foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por participação no assassinato do radialista. De acordo com as investigações, ele forneceu a motocicleta e capacete utilizados no crime que ocorreu em julho de 2012.
Um último condenado pelo crime, Urbano Malta, segue foragido da Justiça.
“Prisão era esperada”, diz Valério Filho
Ao Jornal Opção, Valério Luiz Filho afirmou que tomou conhecimento da prisão de Marcus Vinícius Pereira Xavier por meio de jornalistas portugueses que entraram em contato com ele pelas redes sociais. Segundo ele, o primeiro contato ocorreu pelo Instagram.
De acordo com ele, a prisão já era esperada do ponto de vista jurídico, uma vez que havia um mandado de prisão internacional em vigor. “O mandado de prisão contra ele foi expedido em novembro de 2024. Desde então, já constava no sistema da Interpol. Era uma questão de tempo até ele ser localizado”, disse.
Marcus Vinícius foi preso na cidade de Caldas da Rainha, em Portugal, o mesmo local onde havia sido capturado pela polícia portuguesa em 2014. Valério relembrou ainda que nesse mesmo ano, a localização de Marcus Vinícius também ocorreu a partir de indícios deixados nas redes sociais. “Naquela época, ele era proibido de sair da comarca, mas foi para Portugal. Descobrimos pelo Facebook da esposa, que postava fotos mostrando que eles estavam vivendo lá. Foi assim que ele acabou preso em Caldas da Rainha”, relatou.
Relembre o caso
Valério Luiz de Oliveira foi assassinado em 5 de julho de 2012 ao deixar as dependências da rádio em que trabalhava no Setor Serrinha, região sul de Goiânia. O crime foi cometido por volta das 14 horas, na Rua T-38, no Setor Bueno, a poucos metros da emissora. Segundo apurado no inquérito policial, Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, em “conluio, repartição de tarefas e contando com a participação dos demais denunciados, efetuou vários tiros em Valério Luiz de Oliveira,”.
Foi verificado ainda que as críticas que Valério Luiz de Oliveira fazia à diretoria do Atlético Clube Goianiense, no exercício da profissão de jornalista e radialista esportivo, nos programas Jornal de Debates, da Rádio Jornal 820 AM, e Mais Esporte, da PUC TV, teriam desagradado Maurício Sampaio, que era dirigente do clube de futebol. Os comentários da vítima geraram “acirrada animosidade e ressentimento no empresário, com desentendimentos”, segundo a denúncia apresentada.
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