Pulso firme - De volta ao comando da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o secretário de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, afirmou que adotará postura mais rigorosa em relação aos atestados médicos apresentados por servidores da pasta. “Eles aguentam, já estive aqui, me conhecem”, disse. Atestados camarada - Segundo ele, “há muitos atestados” relacionados a doenças como ansiedade, depressão e burnout, mas nem todos são confiáveis. Ele diz que tem muita camaradagem entre um e outro na área de saúde. "Existem os atestados que um dá para o outro. Tem que ser questionado. Isso prejudica o funcionamento da secretaria”, afirmou. Perícia em debate - Ao ser questionado sobre como diferenciar quem realmente enfrenta doença mental, em um cenário de aumento desses diagnósticos, Vilela afirmou que tem levado à prefeita Adriane Lopes (PP) a discussão sobre a imparcialidade necessária no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande). "Precisa haver uma perícia independente e neutra. Do jeito que está, é uma perícia que vem de dentro. Tem o fator de a pessoa ser colega do outro”, disse. Demitido - Anos depois da exoneração na gestão de Maquinhos Trad, Marcelo Vilela disse que nunca pediu pra sair da Sesau e sim foi demitido. “Foi decisão política”, garantiu. O secretário afirmou ainda que a função é desgastante e disse ser o primeiro da Capital a reassumir o posto. “Eles acham que eu não ia voltar. Pergunta se, na história de Campo Grande, tem alguém que voltou à Secretaria de Saúde. Sabe por quê? É uma cadeira que mói ossos”, afirmou, citando palavras atribuídas ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Projeto possível? - A implementação de um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia no Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) pode estar próxima. Nesta semana, a vice-reitora em exercício da universidade, Cláudia Gonçalves, e a gerente-administrativa do hospital, Danielly Vieira, participaram de reunião com o prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), e o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo. Em andamento - Durante o encontro, foi formalizada a manifestação de interesse do município em participar da iniciativa, que já está em fase de planejamento por parte do hospital e do Ministério da Saúde. A unidade deve atender moradores de 33 municípios da região. Quarta Linha - Nesta semana, o deputado estadual Zé Teixeira pediu à Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e à Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) intervenções emergenciais na rodovia MS-147, no trecho conhecido como Quarta Linha, entre o distrito de Culturama, em Fátima do Sul, e o trevo de Vicentina. Detonada - Segundo o parlamentar, a via está em estado crítico, com buracos, desníveis e pavimento deteriorado, oferecendo risco a motoristas e passageiros, além de causar prejuízos a quem utiliza a estrada, considerada essencial para o escoamento da produção agrícola e o transporte de insumos da agropecuária na região. Registro negado - O Ministério do Trabalho negou o pedido de registro do Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral de Sidrolândia. A documentação foi considerada insuficiente e irregular, sem possibilidade de correção. Além disso, as informações inseridas no sistema eletrônico oficial não batiam com os documentos apresentados. Resultado prático: o registro não foi concedido e o processo foi arquivado. Outro não - Já o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Celulose, Pasta de Madeira, Papelão, Artefatos de Papel, Papelão e Cortiça de Três Lagoas tentou alterar o estatuto, mas também recebeu um não. A categoria não ficou claramente caracterizada, houve falhas na documentação e divergência entre o que foi declarado no sistema e o que constava nos papéis. Assim como no outro caso, o processo foi indeferido e arquivado, sem chance de ajuste no mesmo pedido.