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Denúncias apontam crise silenciosa no HUGO com sobrecarga, assédio e adoecimento de profissionais

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Criado em 1991 para ser um hospital de referência no atendimento de pacientes, o Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO) tornou-se uma das principais unidades de saúde da região, com mais de 380 leitos de internação, além de atuar como hospital de ensino, pesquisa e extensão universitária. Desde então, o HUGO, juntamente com o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), compõe a linha de frente do atendimento a pacientes vítimas de traumas e queimaduras em Goiás.

Contudo, denúncias ouvidas pelo Jornal Opção revelam um cenário de crise silenciosa que percorre os corredores do hospital, marcado por sobrecarga de trabalho, desvio de função e assédio moral contra funcionários da unidade. “A sobrecarga está muito grande e é extremamente estressante. Temos vários colaboradores afastados por questões psiquiátricas”, afirmou uma fonte que pediu para não ser identificada.

Está muito difícil trabalhar no HUGO. A sobrecarga está matando a gente. Estamos todos pressionados e existe muito medo de falar.

Em nota, o HUGO afirma não haver casos de desvio de função e mantém canais abertos para denúncias internas.

Para fontes ouvidas pela reportagem, o episódio evidencia o sentimento de desamparo vivido por profissionais da saúde diante de abusos recorrentes.

Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), cedidos com exclusividade à equipe de reportagem, indicam um padrão persistente de assédio, sobrecarga e irregularidades na gestão da unidade. De 2022 a 2025, foram registrados mais de 21 procedimentos, entre notícias de fato e inquéritos civis, envolvendo o HUGO.

Mudanças de OS’s

Desses registros, 19 ocorreram durante a gestão do Instituto CEM, responsável pela unidade entre 2022 e meados de 2024. As denúncias mais frequentes envolvem violência ou assédio psicológico no trabalho, restrição ao uso de máscaras N95, atrasos no pagamento de salários, irregularidades no recolhimento do FGTS e desvio de função.

Já na gestão da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE), iniciada em junho de 2024, foram registradas três denúncias: um inquérito civil que investiga violência sexual e psicológica, uma denúncia sobre a exigência de cursos presenciais ou on-line em dias de folga — sem remuneração e sob ameaça de demissão — e uma notícia de fato direcionada à Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) sobre violência psicológica no HUGO.

Apesar das notificações, representantes de trabalhadores da saúde alertam ao Jornal Opção para a existência de uma política de silenciamento dos profissionais.

Segundo a presidenta do Sindicato dos Enfermeiros de Goiás (Sieg), Dionne Siqueira, o número de denúncias formais ainda é baixo diante da gravidade dos problemas relatados. “Um problema muito sério é que o número de denúncias ainda é pequeno. Precisamos que os profissionais se abram para o sindicato, porque nós somos a voz deles.”

De acordo com Dionne, o sindicato costuma receber apenas os casos mais graves, como agressões físicas. No entanto, ela aponta um cenário generalizado de adoecimento da categoria, causado por jornadas exaustivas e pela falta de pessoal, o que leva ao acúmulo excessivo de pacientes sob responsabilidade de um único enfermeiro.

Ela também relata casos frequentes de desvio de função, com enfermeiros e técnicos obrigados a executar tarefas de maqueiros (transporte de pacientes) e de profissionais de laboratório (coleta de sangue), devido à redução drástica das equipes de apoio. Além disso, critica o fato de a gestão do Einstein tratar o piso salarial da enfermagem como teto, o que força profissionais a manterem múltiplos vínculos empregatícios.

Por fim, Dionne afirma que o sindicato e o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) solicitaram uma reunião com a gestão do HUGO/Einstein para discutir um acordo coletivo e melhorias nas condições de trabalho, mas aguardam resposta há mais de um mês.

Precisamos dessa reunião para construir um acordo coletivo que dê mais segurança aos profissionais. Mas já faz mais de um mês que solicitamos e não tivemos retorno.

De forma semelhante, a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-GO), Luzinéia Vieira, relata um padrão recorrente de pressão sobre os funcionários, especialmente servidores efetivos, que se tornariam alvo preferencial das gestões.

Segundo ela, há uma política de substituição desses servidores por trabalhadores temporários ou contratados via CLT, que evitam denunciar irregularidades por medo de perder o emprego. “O servidor temporário ou seletista não tem coragem de denunciar. Uma das primeiras ações das organizações sociais, quando assumem, é retirar o servidor efetivo.”

No HUGO, Luzinéia aponta ainda a substituição de técnicos em radiologia — que cumprem jornada de 24 horas devido ao risco de exposição à radiação — por biomédicos com jornada de 40 horas semanais e salários menores, o que pode acarretar um risco elevado a contaminação radioativa. “Havia situações em que o técnico chegava para trabalhar e já encontrava outro profissional no local, ficando sem atividade.”

Segundo ela, deixar o trabalhador sem função designada configura assédio moral. “Nós denunciamos, mas nada mudou.”

A dirigente sindical também afirma que a redução de profissionais impacta diretamente o atendimento aos pacientes. Há relatos de técnicos responsáveis por atender simultaneamente de 16 a 18 pacientes, o que teria resultado em episódios graves, como quedas de idosos nos corredores e pacientes que só conseguem se alimentar após as 15h por falta de pessoal para auxiliá-los.

Sobre a gestão do Einstein, Luzinéia classifica a atuação como “truculenta” e denuncia que pacientes teriam sido retirados dos corredores e colocados em salas sem câmeras e sem estrutura adequada, apenas para transmitir uma aparência de organização ao público externo.
“Recebemos denúncias de que pacientes foram colocados em salas sem câmera para parecer que os corredores estavam vazios, mas ficaram desassistidos, sem condições adequadas de atendimento.”

Ela também afirma que o HUGO restringe a entrada do sindicato para fiscalizações, permitindo acesso apenas mediante agendamento prévio — o que, segundo a dirigente, compromete a transparência de uma unidade pública de saúde.

O que diz o HUGO

Em nota, o HUGO afirma que realiza adequações para a melhoria dos fluxos assistenciais e administrativos, com todos os profissionais exercendo atividades compatíveis com sua formação e escopo técnico. Além disso, informa que não compactua com práticas de assédio, perseguição ou qualquer conduta desrespeitosa e mantém canais abertos para denúncias internas.

Igualmente, a SES-GO informa que acompanha de forma contínua as condições de trabalho em todas as unidades da rede estadual de saúde, por meio de escuta permanente e dos canais oficiais, como a Ouvidoria.

Confira a nota na íntegra:

O Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO) esclarece que, desde o início da atual gestão, vem realizando adequações para a melhoria dos fluxos assistenciais e administrativos, com todos os profissionais exercendo atividades compatíveis com sua formação e escopo técnico, não havendo desvio de função ou sobreposição de atribuições.

A unidade reforça que não compactua com práticas de assédio, perseguição ou qualquer conduta desrespeitosa, mantendo canais formais de denúncia, inclusive de forma anônima. Em relação a servidores públicos que atuam na unidade, movimentações como afastamentos ocorrem sempre em alinhamento com a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), com base nos trâmites e normas administrativas.

A SES-GO também acompanha de forma contínua as condições de trabalho em todas as unidades da rede estadual de saúde, por meio de escuta permanente e dos canais oficiais, como a Ouvidoria. As manifestações recebidas são analisadas com responsabilidade e, sempre que necessário, são adotadas medidas para aprimorar processos e o ambiente de trabalho.

O HUGO e a SES-GO reafirmam o compromisso com a legislação vigente, o diálogo com os profissionais de saúde e órgãos competentes. Além disso, têm como premissa inegociável promover um ambiente de trabalho pautado por respeito, ética e transparência.

Leia também: Profissionais de enfermagem do HUGO cobram piso salarial e sinalizam possibilidade de paralisação

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