O céu de 2026 terá quatro eclipses ao longo do ano, e o primeiro deles já acontece em fevereiro. No dia 17, um eclipse solar anular inaugura a sequência de fenômenos astronômicos, marcando um dos calendários mais intensos da década para observação do alinhamento entre Sol, Terra e Lua. As informações são do Observatório Nacional. O eclipse de fevereiro forma o chamado “Anel de Fogo”, quando a Lua encobre o centro do Sol, deixando visível apenas um aro luminoso. O fenômeno poderá ser visto principalmente na Antártica e em áreas do hemisfério sul, mas não terá visualização direta no Brasil. Poucas semanas depois, em 3 de março, ocorre um eclipse lunar total. Nesse tipo de evento, a Lua atravessa completamente a sombra da Terra e adquire coloração avermelhada, conhecida popularmente como “Lua de Sangue”. O eclipse será visível nas Américas, na Austrália e no leste da Ásia, com observação parcial ou discreta em algumas regiões brasileiras. O ponto alto do ano acontece em 12 de agosto, com um eclipse solar total, considerado o mais raro e impressionante dos fenômenos. A sombra da Lua vai cruzar o Ártico, Groenlândia, Islândia e o norte da Espanha, transformando o dia em noite por alguns minutos e permitindo a observação da coroa solar. No Brasil, o evento não será visível. Encerrando o calendário astronômico de 2026, em 28 de agosto, ocorre um eclipse lunar parcial profundo, com cerca de 93% da superfície da Lua encoberta pela sombra da Terra. Apesar de não ser total, o fenômeno promete um efeito visual marcante para observadores em diversas partes do mundo. Embora a maioria dos eclipses de 2026 tenha impacto visual limitado no Brasil, os fenômenos poderão ser acompanhados em tempo real por transmissões do Observatório Nacional, por meio do programa “ O Céu em Sua Casa ”, que reúne pesquisadores e parceiros para explicar cada evento e orientar o público sobre o que pode ser visto em cada região.