“Ninguém tem mais vontade que eu”: Caiado fala em gesto de desprendimento e defende projeto presidencial pelo PSD
*Colaboração de Raphael Bezerra
Durante evento em Goiânia que celebrou os 100 anos do movimento Art Déco, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou sua saída do União Brasil e explicou as razões políticas que o levaram a se aproximar do PSD, partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab. Em entrevista à imprensa, Caiado afirmou que a decisão foi motivada pela falta de interesse do antigo partido em lançar candidatura própria à Presidência da República.
“Eu tenho vontade de disputar a eleição. Ninguém tem mais vontade de ser presidente da República do que eu”, afirmou o governador, reforçando que seu foco político está voltado para o projeto nacional.
Segundo o governador, sua trajetória política sempre esteve ligada ao mesmo campo partidário, desde o PFL, passando pelos Democratas até a formação do União Brasil. No entanto, com a federação partidária e a liberação das bancadas estaduais para decisões próprias no cenário nacional, Caiado avaliou que não haveria espaço para um projeto presidencial dentro da sigla.
“Eu tive que deixar um partido que foi a minha vida, mas precisava estar em um partido que tivesse interesse real em disputar a Presidência da República”, afirmou.
Caiado revelou que, no fim de 2025, manteve conversas com lideranças nacionais e, mais recentemente, participou de uma reunião com nomes de destaque da política brasileira, como Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Gilberto Kassab, Heráclito Fortes e André Matarazzo. De acordo com ele, o PSD avalia a construção de uma frente de presidenciáveis, da qual sairia um nome único para disputar o Palácio do Planalto.
O governador destacou que sua ida para o PSD não foi condicionada a garantias de candidatura, classificando o movimento como um “gesto de desprendimento”. “Eu fui para um partido sem ter nem a garantia de que serei candidato. Ninguém pode me cobrar compromisso”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de assumir a presidência estadual do PSD em Goiás, Caiado adotou tom cauteloso e afirmou que pretende dialogar com todas as lideranças antes de qualquer definição. Ele também negou rompimentos com aliados locais e reforçou que acordos políticos já firmados permanecem válidos.
No campo nacional, Caiado deixou clara a posição de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o PSD terá liberdade para compor alianças distintas nos estados, conforme estratégia definida pela legenda. Segundo ele, a ideia é que, no segundo turno, haja união entre os presidenciáveis do campo oposicionista.
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