Alvo de reclamações constantes dos moradores locais e de turistas da região, a empresa EXP Parking (Explora Participações em Tecnologia e Sistema da Informação) está fora do serviço de exploração do estacionamento rotativo na área central de Dourados, cidade a 251 km de Campo Grande. Com sede em São Paulo (SP) e presente em Atibaia (SP) e no interior de Minas Gerais e de Goiás, a empresa explorou o sistema de parquímetro por dez anos na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, mas o prazo de concessão venceu e o encerramento do contrato foi publicado nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial do Município. Em Dourados, o uso das vagas era controlado por sensores instalados no asfalto, que faziam a leitura dos dispositivos eletrônicos (tags) vendidos pela empresa e colocados no para-brisa dos veículos. Também era possível acionar o sistema através de aplicativo, com crédito inserido por cartão. Cada hora custava R$ 2,00 e o veículo podia ocupar o espaço por no máximo duas horas. Quando não acionava o serviço, o condutor recebia uma multa de R$ 10,00, paga diretamente à empresa. A diretora da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rosana Fátima Ramos Gonçalves, informou que o contrato foi encerrado depois de fracassadas tentativas de negociação com a empresa na esperança de melhorar o serviço. Diante dessa situação, o prefeito Marçal Filho (PSDB) decidiu não renovar o contrato e mandou elaborar uma nova licitação para seleção de outra empresa para assumir o serviço. “Por problemas no aplicativo, falta de monitores para atendimento nas ruas e falta de tags, o prefeito orientou a Agetran a elaborar um novo certame e selecionar a empresa que vai atender a contento a demanda dos cidadãos douradenses e de toda a população da região que utiliza o serviço”, explicou ela. De acordo com a prefeitura, o sistema da EXP já está sendo desmontado na área central. A recomendação para a população é que mantenha a organização ao estacionar e siga respeitando as vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência. “Essas vagas regulamentadas pela legislação seguirão passando pela fiscalização da Agência Municipal de Trânsito e os motoristas que estiverem estacionados irregularmente, sem o devido credenciamento para vagas especiais, poderão ser multados”, alertou Rosana. A Agetran ainda vai definir de que forma fará a devolução de créditos não utilizados através do aplicativo. “Vamos definir uma sistemática para que essas pessoas não percam os valores já adquiridos e posteriormente será divulgado pela prefeitura”, explicou.