Pré-candidato do PT, Ismael Calom quer representar povos Romani e tradicionais na Alego
O presidente da Associação Estadual da Etnia Romani e Povos Tradicionais, Ismael Calom, é pré-candidato a deputado estadual por Catalão, no sudeste goiano, pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A pré-candidatura conta com o apoio da deputada federal Adriana Accorsi e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o próprio pré-candidato.
De acordo com Ismael Calom, a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa surgiu a partir da articulação entre diferentes comunidades tradicionais no estado. “De 2022 para cá, a gente ampliou muito o diálogo e percebeu que as lutas dos povos romani, indígenas, quilombolas e de matriz africana são, no fundo, a mesma luta por direitos e reconhecimento”, afirmou.
Segundo ele, a associação passou a percorrer o estado, ouvir lideranças e participar de conferências nacionais para levantar as principais demandas dessas comunidades. “Apesar das diferenças culturais, as necessidades são muito parecidas. O que esses povos querem é acesso às políticas públicas e respeito às suas tradições”, disse.
Ismael Calom estima que o público diretamente ligado a esses grupos em Goiás chegue a cerca de 200 mil pessoas. “Se somarmos povos romani, indígenas, quilombolas e comunidades de matriz africana, temos um universo de aproximadamente 200 mil pessoas. Essa pré-candidatura nasce para ser a voz desses povos e fazer a ponte com os governos”, declarou.
Em relação aos povos romani, ele afirma que houve avanços recentes na regularização documental e no acesso a programas sociais. “Hoje, cerca de 5.600 famílias romani estão cadastradas no Cadastro Único em Goiás. Isso mostra um avanço importante, porque o acesso aos programas sociais começa pela documentação”, explicou.
Natural de Catalão, Calom disputa pela segunda vez uma vaga no Legislativo estadual. “Na eleição passada, entramos para aprender como funciona o sistema. De lá para cá, participamos de conferências, cursos e estudos sobre orçamento público. Hoje estamos mais preparados”, afirmou.
Antes de se filiar ao PT, ele presidiu o diretório municipal do PSOL. A mudança de partido, segundo ele, ocorreu a convite da deputada federal Adriana Accorsi. “Hoje estou no PT, a convite da deputada Adriana Accorsi, para construir esse projeto com apoio do presidente Lula”, disse.
Com 22 anos de atuação na Polícia Militar, Calom afirma que pretende levar para a política a experiência de fiscalização do uso dos recursos públicos. “O papel do legislador é fiscalizar. Eu tenho 22 anos de vida pública e quero garantir que o dinheiro chegue em políticas concretas para os povos tradicionais”, declarou.
O pré-candidato afirma ainda que a pré-campanha já possui articulação em diferentes regiões do estado. “Temos coordenação no entorno de Brasília, em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Rio Verde e no sudeste goiano. A ideia é representar todos os povos tradicionais onde eles estiverem”, concluiu.
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