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Esquema investigado por CPI tem base logística em rota de combustíveis de MS

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A CPI do Crime Organizado começa a desenhar um roteiro de investigação para conectar duas extremidades do crime organizado: o “andar de baixo”, onde operam cadeias logísticas e dinheiro vivo do tráfico em escala empresarial; e o “andar de cima”, onde circulam fundos, bancos, contratos e relações institucionais capazes de dar aparência de normalidade a engrenagens de lavagem de dinheiro. O pano de fundo dessa investigação é o relatório da Operação Carbono Oculto, que descreve um ecossistema de lavagem, distribuição, formulação e revenda de combustíveis, com arquitetura de ocultação patrimonial e fraude societária. É nesse contexto que Mato Grosso do Sul aparece como peça-chave do “andar de baixo” da engrenagem. A Carbono Oculto lista empresas e endereços de interesse investigativo e aponta como um dos pontos estratégicos a Rodovia das Balsinhas, em Iguatemi, município localizado na faixa de fronteira e em rota sensível na dinâmica Paraguai–MS–SP. No local, aparecem distribuidoras como Duvale, Safra, Arka, Império, Maximus, Start Petróleo e Alpes, entre outras. Para investigadores, a concentração dessas empresas no mesmo eixo geográfico reforça a hipótese de que a fronteira sul-mato-grossense tenha funcionado como base logística das facções criminosas. Segundo o relatório, a distribuidora Duvale aparece “atualmente envolvida” com Daniel Dias Lopes, aproximando um personagem ligado ao núcleo da facção, que já cumpriu pena por tráfico e está foragido, do setor de combustíveis apontado pela PF. A CPI quer entender se o dinheiro movimentado em operações desse tipo, sustentadas por empresas de grande circulação, teria encontrado caminho para estruturas de fundos, gestoras e instituições bancárias. A hipótese política, ainda em construção, é que o circuito descrito pela Carbono Oculto teria capacidade de gerar caixa e ativos em escala suficiente para alimentar operações financeiras complexas, chegando ao topo do sistema. É nessa camada superior que o Banco Master surge como possível ponto de interseção, citado como parte de um ambiente em que circulam fundos, operações de investimento e relações institucionais de alto nível. Ao mirar Vorcaro e figuras próximas ao banco, a CPI tenta entrar num território historicamente blindado: a relação entre dinheiro, política e estruturas financeiras. O salto investigativo é justamente o que separa esses dois mundos: a passagem do dinheiro gerado em redes empresariais suspeitas para mecanismos financeiros sofisticados que reinserem recursos no sistema formal. O nome do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, aparece no centro do radar do Senado, ao lado de personagens ligados ao banco e a estruturas que podem ter funcionado como intermediárias em operações de fundos e investimentos. O movimento é politicamente explosivo porque, ao incluir o Banco Master no escopo de uma CPI que pretendia dimensionar a criminalidade,, lavagem e infiltração da delinquência organizada, o Senado passa a apurar não apenas uma instituição sob suspeita, mas um possível mecanismo de intermediação capaz de conectar o sistema financeiro formal a redes empresariais investigadas em operações da Polícia Federal. No fundo, a CPI tenta montar um quebra-cabeça que vai do submundo do tráfico e da logística de combustíveis à sofisticação do mercado de capitais, passando pelo obstáculo mais resiliente: a blindagem jurídica e a suspeita de que honorários, consultorias e contratos com grandes bancas tenham servido para conferir aparência de legalidade a fluxos financeiros contaminados. Essa percepção ganhou força com declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao UOL, na quinta-feira (5). Lula voltou a tratar o caso como oportunidade rara de romper a impunidade das elites econômicas e disse ter convocado o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para discutir o tema. “Nós estávamos diante da primeira chance real de pegar os magnatas da corrupção, da lavagem de dinheiro nesse país”, afirmou. Em outro trecho, reforçou: “Não me importa que envolva político, não me importa que envolva partido, não me importa que envolva banco”. Ao mencionar o Master e questionar relações do banco com estruturas públicas — incluindo suspeitas envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e aplicações de recursos por governos estaduais,Lula reforçou o enquadramento de que o caso ultrapassa uma crise bancária e pode revelar uma engrenagem mais ampla de circulação de capitais. Para o presidente, o objetivo é impedir que um eventual rombo se torne um marco de impunidade e, ao contrário, funcione como caminho para alcançar o topo das estruturas de lavagem. Terno e gravata No Senado, o relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), tem sustentado que a apuração precisa ir além da superfície e rastrear mecanismos financeiros usados para ocultar patrimônio e dissimular movimentações. O foco recai sobre operações de fundos, estruturas de investimento e contratos milionários que, segundo a linha de investigação, podem ter servido como “ponte” entre o dinheiro gerado em redes empresariais sob suspeita e a reinserção desse capital no circuito formal. Entre os personagens de interesse investigativo, além de Vorcaro, surgem nomes como Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, apontado como sócio do Master, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. A CPI também mira empresários e estruturas jurídicas ligadas a contratos e relações de prestígio que, em tese, poderiam funcionar como camada de proteção institucional. A estratégia da comissão, ao menos até aqui, é construir um mapa que permita cruzar dados do submundo empresarial e do sistema financeiro com redes de influência que cercam grandes operações bancárias. O que está em jogo, na narrativa política que se forma em torno da CPI, é a tentativa de demonstrar que o crime organizado não opera apenas no varejo ou atacado do tráfico e da logística — mas também na engrenagem superior do mercado, onde a lavagem ganha “terno e gravata” e dialoga com a elite da política.






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