PF pede suspeição de Toffoli em inquérito sobre fraudes no Banco Master
A Polícia Federal (PF) solicitou, nesta quinta-feira, 11, a suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do inquérito que investiga fraudes no Banco Master. O pedido foi enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, após a identificação de uma menção ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo das conversas está sob sigilo judicial.
Diante da comunicação da PF, Fachin abriu um procedimento interno e determinou que Toffoli seja notificado para se manifestar. Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro permanece à frente da investigação. Em nota, o gabinete do ministro afirmou que o pedido se baseia em “ilações” e que a corporação não teria legitimidade para requerer a suspeição, por não ser parte formal no processo.
“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, afirmou em nota.
A PF apura possíveis irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que já pertenceu a familiares de Toffoli. A linha de apuração busca esclarecer se houve repasses indiretos de recursos ao ministro por meio de estruturas societárias relacionadas ao negócio.
A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, que apura a concessão de créditos supostamente fraudulentos pelo Banco Master. Segundo a PF, o volume das fraudes pode alcançar R$ 17 bilhões. Mensagens periciadas no celular de Vorcaro também fariam referência a autoridades públicas, conforme apuração divulgada pela CNN Brasil.
A defesa de Vorcaro também se manifestou, criticando o que classificou como vazamentos seletivos de informações. Os advogados afirmaram confiar nas instituições e defenderam que a apuração ocorra com respeito ao contraditório e às garantias legais.
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