Aparecida aguarda US$ 120 milhões do Banco dos Brics ainda este ano; diz secretário
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia espera contar ainda este ano com os recursos de um empréstimo de mais de US$ 120 milhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics. A informação é do secretário municipal da Fazenda, Carlos Eduardo de Paula Rodrigues, que afirma que o financiamento está consolidado e pode ser liberado a qualquer momento.
A negociação do empréstimo se arrasta desde a gestão do ex-prefeito Vilmar Mariano e, segundo o secretário, a prefeitura pleiteia os recursos há pelo menos três ou quatro anos. “Se eu te falar que é 30 dias, que é 60 dias, eu estou chutando. Não sei quando esse dinheiro chega. Mas nós pretendemos licitar as obras e iniciá-las este ano”, afirmou.
De acordo com Carlos Eduardo, o município já superou todos os entraves técnicos e jurídicos que impediam o avanço da operação de crédito. “Nós resolvemos todos os problemas que tinham junto ao Tesouro Nacional, junto à área do Judiciário, junto a todos os setores da Procuradoria da Fazenda Nacional e, mais recentemente, junto ao agente financeiro. Então, esse empréstimo está consolidado e em breve nós teremos notícia positiva”, garantiu.
O valor total do financiamento é de US$ 120 milhões, dividido em duas etapas: a primeira de US$ 80 milhões e a segunda de US$ 40 milhões.
Os recursos serão destinados exclusivamente a obras estruturantes previstas na carta de financiamento aprovada. “O agente financeiro não vai financiar qualquer valor. Ele vai financiar aquilo que está na carta de financiamento”, explicou o secretário.
O plano contempla intervenções no sistema viário, construção de viadutos, transposições da BR e do anel viário, além de outras obras consideradas fundamentais para a mobilidade urbana da cidade.
Carlos Eduardo ressaltou que o dinheiro não será depositado de uma única vez nos cofres do município. “O dinheiro não chega assim como você está imaginando. Isso é um processo muito mais longo. Ele passa primeiro pela contratação, depois pelo processo licitatório, depois pelos pagamentos das faturas do serviço executado dentro do plano de trabalho. Não é um dinheiro que chega e vem para o caixa de imediato”, detalhou.
Segundo ele, os repasses ocorrerão de forma parcelada, conforme a execução das obras. “É um recurso que vem parcelado em função de um plano de trabalho. O dinheiro não vem para a conta e fica depositado lá”, completou.
Sobre o prazo para o início efetivo da liberação, o secretário ponderou que o cronograma depende de diferentes órgãos envolvidos no processo. “Depende de vários agentes nesse processo. Não só do banco, como da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, dos agentes financeiros de internalização de recursos, do Tesouro Nacional. Cada um tem uma rotina interna”, concluiu.
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