Dias de chuva já deixam moradores do bairro Cristo Redentor, em Campo Grande, apreensivos com a possibilidade de as ruas virarem “rios” e deixá-los “ilhados” dentro de casa. Vídeo registrado no último sábado (14) mostra uma residência alagada até a porta da sala após a tempestade que atingiu a cidade durante a manhã. O registro, encaminhado à reportagem por meio do canal Direto das Ruas , foi feito na Rua Édson Sebastião de Campos. A água invadiu a garagem de uma família e se aproximou da porta da sala da casa. O restante da via ficou tomado por água barrenta. Professora e moradora do bairro há mais de oito anos, Lucélia Mara de Oliveira Gonçalves, de 49 anos, afirma que essa é a rua que mais apresenta problemas em dias de chuva. Segundo ela, a residência atingida pertence a um vizinho, que também compartilhou o caso no grupo de WhatsApp do bairro. “É uma reclamação geral do bairro”, comenta. “Sempre foi difícil, mas nos últimos cinco anos piorou a situação. Antes não alagava assim, agora o vizinho tem sofrido com esses alagamentos que chegam na porta da casa", complementa a moradora. Lucélia explica que a casa dela não chega a ser invadida pela água, mas a via fica completamente tomada. “A minha casa é mais alta, então não chega a alagar dessa forma. Mas a rua vira um rio em dias de chuva e a gente não consegue nem sair.” Segundo a moradora, a vizinhança já tentou resolver o problema por conta própria. “Toda chuva que dá, alaga lá. O vizinho já contratou patrola, também já fizeram canaletas para escoar a água, mas mesmo assim alaga, porque é muita água que vem da chuva". Outra via que apresenta problemas, conforme Lucélia, é a Rua Via Láctea. Em vídeo encaminhado por outra moradora também pelo Direto das Ruas, é possível ver a rua alagada. Apesar disso, parte das residências não foi atingida. De acordo com a professora, os moradores já acionaram a Prefeitura, mas não obtiveram resposta. “Não temos asfalto, nem esgoto e nem drenagem. Patrolamento faz muito que não passam aqui, faz mais de um ano. A última vez que fizemos foi pago, só para deixar um pouco mais reto, foi no ano passado". Ela acrescenta que, segundo o presidente do bairro, já foram feitas solicitações formais ao Executivo. “Diz que o presidente do bairro já fez solicitações à Prefeitura para que resolvesse o problema, mas ele disse que não foi atendido", diz Lucélia. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para saber se há previsão para retomada do serviço de patrolamento nas ruas do Cristo Redentor e se existe planejamento ou cronograma para obras de pavimentação e drenagem no bairro. O espaço segue aberto para manifestação.