Com arquibancadas cheias, o primeiro dia de desfiles das escolas de samba promete movimentar a Praça do Papa, em Campo Grande, na noite desta segunda-feira (16). Passam pela Avenida Herdeiros do Samba, Igrejinha, Unidos da Vila Carvalho e Unidos do Bairro Cruzeiro. A programação integra o Carnaval oficial da Capital. Ao Campo Grande News , o secretário municipal de Cultura, Valdir Gomes, destacou a ampliação da estrutura neste ano. “Nós tivemos a liberdade de trabalhar junto com o governo e a prefeitura para fazer uma festa maior. Esse ano ampliamos a arquibancada, a cobertura está maior”, afirmou. Segundo ele, a parceria entre os entes públicos permitiu melhorias no espaço. “Foi uma reunião que tivemos entre o governo e a prefeitura para ampliar essa festa. Só gratidão ao nosso governo pela parceria e à nossa prefeita, que não desistiu de colocar uma estrutura maior esse ano na avenida”, disse. Presidente da Lienca (Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande), Allan Catharinelli, avaliou que o Carnaval local representa um patrimônio cultural. “A cultura carnavalesca de Campo Grande é um valor imensurável, porque aqui tem amor, tem história, tem tradição”, declarou. O dirigente também falou sobre o desafio de ampliar o público. “Nós temos uma cidade muito sertaneja, mas somos sambistas. Estamos fazendo um trabalho forte em mídia e rede social para chamar o público”, afirmou. Ele ainda destacou a cobertura do evento. “A gente fica muito feliz que a imprensa está mais presente no Carnaval de Campo Grande, é isso que a gente quer.” Sobre a expectativa de público, Allan demonstrou otimismo. “A expectativa é que nós tenhamos dois dias de 25 mil pessoas. Isso aqui vai lotar, estamos animados e aguardando esse momento tão importante”, disse. Entre os foliões, o militar Wender Ferreira, de 19 anos, acompanhou o desfile pela segunda vez. “Estou achando bem legal. Eu não acompanho totalmente o Carnaval, mas é a segunda vez que venho”, contou. Ele aproveitou a folga para ir ao sambódromo com amigos. Mesmo com chuva fraca no início da noite, o jovem manteve a programação. “Ainda bem que choveu bem pouco. Senão eu vinha debaixo de chuva mesmo”, afirmou. O analista de sistemas Max Vilela, de 24 anos, foi ao local para acompanhar a esposa, que desfila pela Igrejinha pela primeira vez. “Dei uma andada nos bastidores e achei bem legal a montagem. Está bem organizado”, avaliou. Ele contou que a participação surgiu por convite. “Elas começaram a ensaiar em dezembro e já conseguiram desfilar agora. Foi bem rápido. Vamos ganhar, se Deus quiser”, disse. Na avenida, as agremiações apostam em enredos ligados à identidade, ancestralidade, fé e resistência. A Escola Herdeiros do Samba apresenta o tema “Acolhimento, carinho, interação, esperança, proteção”, em homenagem a ACIESP (Associação de Acolhimento a Mulheres Vítimas de Violência), instituição que também acolhe crianças e idosos em vulnerabilidade. A Igrejinha leva para a avenida o enredo “Soraya, a mulher que vira onça”, em homenagem a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (Podemos). Já a Unidos do Bairro Cruzeiro apresenta “Emília com seu pó de pirlimpimpim nos leva para o reino encantado que me faz sonhar”.