Acusada de aplicar golpes em série através da venda de consórcio falso, Diliana Coronel Mendes, de 38 anos, foi presa no início da noite desta quarta-feira (25) em Dourados, a 251 km de Campo Grande. Ela foi flagrada por policiais civis no momento em que tentava vender uma cota para a sobrinha de uma das vítimas, que avisou a polícia. Diliana foi surpreendida na posse de contratos de consórcio falsificados e levada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde foi autuada por falsificação de documento particular e tentativa de estelionato. De acordo com a Polícia Civil, a equipe foi acionada após denúncia feita por uma mulher que já havia sido vítima de Diliana, informando que sua sobrinha estaria prestes a sofrer golpe semelhante. A comunicante já havia registrado ocorrência relatando prejuízo aproximado de R$ 15 mil após realizar transferências via Pix relacionadas a um suposto contrato de consórcio intermediado pela acusada. Antes de abordarem a mulher, os policiais consultaram o sistema e encontraram diversos registros envolvendo a golpista, todos relacionados à prática semelhante de estelionato mediante oferta de contrato de consórcio inexistente. Há pelo menos 17 denúncias contra ela. Diliana foi detida na residência da sobrinha da autora da denúncia, no Parque Nova Dourados. Ela estava com 4 folhas de contrato de consórcio falsificado em nome de empresa do ramo e com o celular utilizado nas negociações. Em contato com a empresa mencionada nos documentos, os policiais descobriram que os documentos eram falsos e continham informações fraudulentas, inclusive referência indevida à suposta autorização do Banco Central. No momento da abordagem, a suspeita já se encontrava em negociação para receber valores por meio de transferência via Pix, “circunstância que caracteriza o início da execução do crime de estelionato, cuja consumação foi interrompida pela pronta atuação da equipe policial”, informou a Polícia Civil. Em interrogatório na delegacia, a autora confessou o crime. Ela afirmou que agiu dessa forma por estar endividada, reconheceu que os contratos apresentados eram falsos e disse que pretendia receber os valores mediante transferência bancária. Diliana Coronel Mendes continua presa e deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (26).