O polêmico jogo entre o Operário Futebol Clube e o ASA (Agremiação Sportiva Arapiraquense), pela segunda fase da Copa do Brasil, que terminou com a classificação do Galo, ainda gera repercussões referentes à invasão de campo e falas preconceituosas. Através de nota publicada nas redes sociais o clube sul-mato-grossense tornou públicas críticas à falta de segurança no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, local do jogo realizado nesta quarta-feira (25), e declarações consideradas preconceituosas que foram proferidas por um jogador do ASA. Um dos pontos levantados pela nota diz respeito a falas atribuídas ao atleta Christian Lucca, do ASA. Conforme o Operário, o jogador teria afirmado aos atletas sul-mato-grossenses: “Vocês moram na roça”, em referência ao fato de o clube ser de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A diretoria repudiou a declaração, classificando-a como preconceituosa e discriminatória. Para o Operário, o episódio ultrapassa os limites da rivalidade esportiva e configura preconceito social e cultural. “Menosprezar a ‘roça’ é desrespeitar milhões de brasileiros que acordam cedo para produzir, alimentar e movimentar o país. O futebol exige respeito, responsabilidade e postura”, disse o clube na nota oficial. O Operário também comentou sobre as imagens do final da partida amplamente divulgadas que mostram que, logo após o apito final, torcedores da equipe adversária invadiram o gramado com facilidade e sem contenção adequada, tentando agredir atletas do Operário. O Galo afirmou que apenas a intervenção imediata da Polícia Militar do Estado de Alagoas garantiu a integridade física de jogadores, comissão técnica e dirigentes. De acordo com o Operário, a delegação recebeu escolta oficial no deslocamento de retorno até Maceió, assegurando a segurança do grupo. Na avaliação da diretoria, segurança é requisito “mínimo, indispensável e inegociável” para qualquer evento esportivo oficial. “Situações como a vivenciada não podem e não devem se repetir”, destacou o clube. Confusão em campo - A classificação do Operário para a terceira fase da Copa do Brasil ficou marcada por um cenário que extrapolou o futebol. A partida que terminou com o placar de 2 a 1 para o Operário teve ao final do jogo uma confusão generalizada com cinco jogadores expulsos e registro de “diversas agressões” dentro de campo. Dos cinco atletas expulsos, quatro são do ASA, e um expulso é jogador do Operário, trata-se do zagueiro Jonilson Silva Sena, por "desferir uma voadora na tentativa de agredir um jogador do time adversário", descreveu a súmula. O árbitro relatou que, logo após o apito final, quando a equipe de arbitragem ainda estava na parte central do gramado, próximo à linha lateral, houve invasão de atletas e membros das comissões técnicas das duas equipes. Enquanto o time visitante comemorava a classificação, iniciou-se uma confusão envolvendo jogadores de ambos os lados. A súmula aponta ainda que torcedores invadiram o campo e que houve arremesso de objetos em direção à equipe de arbitragem quando ela se dirigia ao túnel de acesso aos vestiários. O policiamento interveio e controlou a situação.