Vence neste sábado (28) o prazo para empresas e instituições financeiras entregarem aos contribuintes os informes de rendimentos que serão usados na declaração do IR (Imposto de Renda) 2026. As regras deste ano, incluindo a liberação do programa e calendário de entrega, serão anunciadas na primeira quinzena de março. Apesar das mudanças aprovadas na tributação, como a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil, os efeitos práticos só aparecerão na declaração de 2027, quando serão considerados os rendimentos obtidos ao longo de 2026. Em 2025, o envio começou em 15 de março e terminou em 31 de maio, período que deve servir de referência para o cronograma deste ano. No ano passado, o Fisco recebeu 43,3 milhões de declarações dentro do prazo. Mais da metade (50,3%) foi enviada por meio do modelo pré-preenchido, sistema que importa automaticamente dados já informados por empresas e instituições financeiras e garante prioridade na restituição, desde que não haja divergências. A expectativa é de que o uso dessa modalidade continue crescendo por reduzir erros e risco de cair na malha fina. A multa para quem perde o prazo começa em R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF(Cadastro de Pessoa Física) fica com status de “pendente de regularização”, o que pode impedir financiamentos, emissão de passaporte e outras operações. Obrigatoriedade - As regras de obrigatoriedade ainda serão confirmadas, mas, em 2025, tiveram que declarar contribuintes com rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 e produtores rurais com receita bruta superior a R$ 169.440. Também entraram na lista pessoas com rendimentos no exterior ou que atualizaram valores de imóveis com recolhimento de ganho de capital diferenciado. Segundo o Ministério da Fazenda, não há previsão de mudanças nas principais deduções. Continuam válidos os descontos de R$ 189,59 mensais por dependente, limite anual de R$ 3.561,50 por pessoa com educação e deduções médicas sem teto. O desconto simplificado anual segue em R$ 17.640. Para facilitar o preenchimento, a recomendação é manter cópia da declaração anterior e reunir documentos como CPF de dependentes, informes de bancos e corretoras, comprovantes de aposentadoria, disponíveis no Meu INSS, além de recibos com identificação completa de profissionais de saúde e instituições de ensino. Organização - Com o fim do prazo para entrega dos informes, o contribuinte deve usar os próximos dias para organizar a documentação e aguardar o anúncio oficial das regras pela Receita, previsto para março. Especialistas orientam que o contribuinte aproveite as próximas semanas para separar comprovantes e evitar correria de última hora. Entre os principais documentos estão informes salariais, recibos médicos, despesas com educação, dados bancários, além de informações de investimentos e compra ou venda de bens. Mesmo quem optar pela declaração pré-preenchida deve conferir todos os dados com atenção. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .