A Campanha da Fraternidade e o direito à moradia digna em Campo Grande serão temas de audiência pública na Câmara Municipal na próxima terça-feira (10). O evento será realizado às 18h, no plenário Oliva Enciso, localizado na Avenida Ricardo Brandão, na Vila Manoel da Costa Lima. Com o tema “Campanha da Fraternidade 2026: dignidade humana, direito à cidadania e responsabilidade do poder público”, o debate é promovido pela Câmara Municipal e pretende discutir políticas públicas e ações voltadas à questão da habitação. A audiência foi proposta pelo vereador Flávio Cabo Almi (PSDB), presidente da Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos, e será secretariada pela vereadora Luiza Ribeiro (PT). Neste ano, a Campanha da Fraternidade 2026 tem como tema “Fraternidade e Moradia”, convidando a Igreja e a sociedade a refletirem sobre o direito à moradia digna como parte da dignidade humana. A proposta também busca despertar a solidariedade e incentivar a discussão de políticas públicas voltadas à habitação, com análise das intervenções necessárias e a busca por soluções para enfrentar o déficit habitacional. Emha (Empresa Municipal de Habitação de Campo Grande), da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul, da Secretaria de Assistência Social, da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, além de entidades e movimentos assistenciais. A campanha deste ano traz como lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), propondo uma reflexão sobre a dignidade da habitação como expressão concreta da fé cristã e do compromisso social. De acordo com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a iniciativa busca sensibilizar a sociedade para a realidade habitacional do país. Dados apresentados pela entidade indicam que o Brasil possui déficit de cerca de 6 milhões de moradias, além de aproximadamente 26 milhões de residências consideradas inadequadas, muitas sem saneamento básico, com estruturas precárias e em situação de superlotação. Em entrevista recente, o arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou que a proposta vai além da denúncia social e pretende estimular ações concretas nas comunidades. “Cada comunidade deve ser criativa e descobrir de que maneira vai viver concretamente a campanha. É realmente o tipo de iniciativa em que a parceria com o poder público é essencial, junto com o trabalho de conscientização”, afirmou.