Ex-vereador de Goiânia afirma que Maria Yvelônia seria mentora de esquema que prendeu antiga secretária de assistência social
O ex-vereador de Goiânia, Djalma Araújo, afirmou em entrevista ao Jornal Opção que a ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Maria Yvelônia, seria a principal responsável por estruturar um suposto esquema de irregularidades na pasta, investigado pela Polícia Civil de Goiás na Operação Núcleo Paralelo.
Segundo Araújo, a investigação que resultou na prisão da ex-secretária Luana Shirley de Jesus Sousa e do ex-gerente Jaisson Veras Normandia teria atingido apenas parte do que ele classifica como uma organização criminosa instalada na secretaria durante a gestão anterior.
“O esquema maior da secretaria não seria da Luana. A mentora disso tudo seria a Maria Yvelônia. A Luana pegou o trem andando”, afirmou o ex-vereador.
A Operação Núcleo Paralelo investiga supostas fraudes em contratos firmados em 2024 pela então Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social. De acordo com a Polícia Civil, o desvio estimado até o momento é de R$ 2,7 milhões, relacionado principalmente a um contrato de R$ 4,4 milhões para fornecimento e aplicação de tinta inseticida.
Segundo as investigações, apenas parte do material contratado teria sido entregue, além de haver indícios de irregularidades no processo licitatório, falhas na fiscalização e inconsistências na execução contratual.
Acusações do ex-vereador
Na entrevista, Djalma Araújo afirma que o esquema investigado seria maior e teria começado ainda durante a gestão de Maria Yvelônia à frente da secretaria.
Ele alega que contratos envolvendo cursos à distância, compra de livros, programas de monitoramento e até o aluguel da sede da secretaria poderiam estar ligados a um conjunto mais amplo de irregularidades.
“O que apareceu agora é só a ponta do iceberg. Esse esquema começou antes e era muito maior”, disse.
Araújo também afirmou que Yvelônia teria deixado o cargo posteriormente para disputar cargo político, indicando outra pessoa para assumir a secretaria.
Outras denúncias citadas
Durante a entrevista, o ex-vereador mencionou ainda suspeitas envolvendo contratos e emendas parlamentares destinadas a entidades sociais. Um dos casos citados por ele envolve uma instituição chamada Instituto Base, que, segundo Araújo, receberia recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
Ele afirmou que prepara uma nova representação com documentos para encaminhar aos órgãos de controle.
Investigação em andamento
Até o momento, a Polícia Civil informou que a investigação se concentra nos contratos firmados em 2024 envolvendo a aquisição e aplicação de tinta inseticida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social.
A corporação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Goiânia, Valparaíso de Goiás e Brasília, além de obter autorização judicial para quebra de sigilos telefônico, bancário e fiscal dos investigados.
Defesa
A reportagem não localizou a defesa de Maria Yvelônia para comentar as acusações feitas pelo ex-vereador. O espaço permanece aberto para manifestação.
Já a atual Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos informou, em nota, que os fatos investigados ocorreram na gestão anterior e que a atual administração está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
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