O Aiatolá Ali Khamenei não confiava no filho que o sucedeu, Mojtaba Khamenei. O governo dos Estados Unidos oferece US$ 10 milhões por informações que levem ao seu paradeiro
Um arquivo que teoricamente deveria ser confidencial vazou direto do Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, para as páginas do jornal “The New York Times”. O relatório, preparado pelo serviço de inteligência dos Estados Unidos, a CIA, chegou às mãos de Donald Trump e também circulou entre um seleto grupo de pessoas que assessoram o presidente. Todos foram informados que o ex-líder supremo do Irã, Ayatolá Ali Khamenei, demonstrava extrema preocupação sobre o filho que iria sucedê-lo, Aiatolá Mojtaba Khamenei. De acordo com o relatório, o pai tinha dúvidas e receio sobre a capacidade de liderança do filho, que nunca foi considerado um clérigo particularmente brilhante.
A investigação, que também foi divulgada pela rede americana CBS, revela que o ex-líder supremo sabia dos problemas pessoais que Mojtaba enfrentava há anos, como o isolamento desde que passou a tratar uma doença em Londres, onde morava. Mojtaba Khamenei também era perdulário. Só nos últimos dois meses, gastou mais de US$ 50 milhões no mercado imobiliário da capital inglesa. Também tinha sérios problemas para se relacionar com altos oficiais do regime, próximos ao secretário-geral do Conselho de Segurança, Ali Laranjani.
Mojtaba Khamenei, 56, foi eleito líder supremo do Irã há uma semana por uma assembleia formada pelo Alto Conselho de Clérigos. Durante anos, foi o braço direito do pai, acompanhando de perto a trajetória do líder máximo da República Islâmica, que ficou no poder por quase quatro décadas. No entanto, o novo líder supremo ainda não apareceu em público. Há rumores de que ele esteja em coma ou morto, vítima do mesmo ataque que matou seu pai, a esposa e o filho.
Apesar do relatório oficial não informar onde está Mojtaba Khamenei, Donald Trump já comentou publicamente acreditar que ele esteja morto e que é a Guarda Revolucionária a nova força que comanda o Irã. A CIA, a Casa Branca e até o vice-presidente, JD Vance, não comentam o assunto, mas o chefe deles, sim. Trump, ontem, disse pela primeira vez que Ali Khamenei nutria falta de confiança pelo filho sucessor.
Hoje, o Departamento de Estado dos EUA passou a oferecer US$ 10 milhões por informações que levem ao paradeiro do novo líder iraniano e outros 8 altos oficiais do regime. Todos agora fazem parte da lista de procurados pelo governo americano. Além de Mojtaba Khamenei, também estão na lista Ali Hijazi, chefe do staff do escritório do líder supremo; Ali Laranjani, secretário-geral do Supremo Conselho de Segurança (o homem que está à frente do país neste momento); e Esmail Khatib, ministro da Inteligência (número 2 no Irã neste momento), entre outros.
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