A prefeitura de Campo Grande formalizou nesta segunda-feira (16) contratos que somam R$ 37,6 milhões para a execução de serviços de recuperação funcional do pavimento asfáltico em vias urbanas das sete regiões da Capital. O contrato foi fechado com sete empresas, que farão o serviço conforme estudos e demanda, explica a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). Ao todo, os contratos foram divididos entre sete empresas: Construtora Rial Ltda., RR Barros Serviços e Construções Ltda., Gradual Engenharia e Consultoria Eireli, Relevo Engenharia Ltda., Asfaltec Usina de Asfalto e Tecnologia Ltda. e André L. dos Santos Ltda. A soma exata dos contratos chega a R$ 37.654.082,01, valor cerca de 11,4% menor do que o estimado inicialmente pela prefeitura no edital da licitação, que previa investimento de R$ 42,5 milhões para a execução dos serviços. Segundo a Sisep, a publicação da homologação marca o início da etapa de formalização dos contratos. Após essa fase, serão emitidas as ordens de início dos serviços. De acordo com a secretaria, as vias que receberão as intervenções ainda não estão definidas. O modelo adotado prevê contratos de serviço continuado, com duração inicial de um ano e possibilidade de prorrogação por até dez anos, com reajustes anuais. Nesse formato, as obras de recapeamento serão realizadas conforme estudos técnicos e demandas que surgirem ao longo do período, semelhante ao que ocorre atualmente com as operações de tapa-buracos. Outro ponto destacado pela pasta é que as empresas serão remuneradas apenas pela execução do serviço. O material asfáltico, conhecido como CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), será adquirido diretamente pela prefeitura por meio do Consórcio Municipal. Assim, os pagamentos ocorrerão conforme a execução dos trabalhos, com medições realizadas pela fiscalização da secretaria. “O valor que consta na publicação é o orçado para este ano. As empresas receberão mensalmente pelo serviço executado, conforme as medições realizadas pela fiscalização”, informou a Sisep. Licitação - A licitação foi aberta em janeiro deste ano, com previsão de recuperar mais de 652 mil metros de extensão de vias, totalizando cerca de 5,2 milhões de metros quadrados de área asfaltada. Conforme o planejamento inicial apresentado no edital, as regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Prosa e Lagoa concentram os maiores investimentos previstos, com valores entre R$ 6,5 milhões e R$ 7,3 milhões cada. Já a região central tem estimativa de R$ 5,3 milhões em intervenções, enquanto o Imbirussu deve receber cerca de R$ 4,2 milhões. A região do Segredo tem previsão de aproximadamente R$ 4,9 milhões. A autorização para a licitação havia sido anunciada pela prefeita Adriane Lopes (PP) em dezembro do ano passado. Na ocasião, a chefe do Executivo afirmou que a iniciativa representa uma mudança no modelo de manutenção viária da cidade, que deixaria de priorizar apenas ações pontuais, como o tapa-buracos, para avançar em intervenções mais estruturais. “Os tapa-buracos continuam sendo necessários, porque grande parte das nossas vias é antiga e o asfalto já não responde como deveria. Mas nós queremos ir além”, disse Adriane em publicação nas redes sociais. A expectativa da prefeitura é que os primeiros serviços de recuperação funcional do pavimento comecem ao longo de 2026, conforme a definição das áreas prioritárias.