Fale o que quiser de Ordaqui, mas não confunda o ofício dele de ferreiro
A oficina de Ordaqui Nunes de Oliveira se impõe há 25 anos. Antes mesmo de o corpo entrar, o calor chega primeiro. Um bafo seco, metálico, que denuncia que ali o tempo corre em outro ritmo. O ritmo do ferro quente, da marreta que bate, da espera exata entre o fogo e a forma. É no bairro Coophamat, que Ordaqui, 68 anos, construiu seu refúgio diário. Um espaço que, para quem chega de fora, parece bagunçado. Mas só parece. “Se tirar um ferro dali, eu sei”, avisa, com a tranquilidade de quem conhece cada pedaço do próprio território. Читать дальше...
